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Na edição de número 18 de O Inimigo do Rei, encontra-se um artigo onde os seus editores fazem "Uma Introdução ao Anarquismo". Ali, eles explicam o que não querem, da mesma forma que o fizeram na edição 20, na capa acima.
Ai vai um trecho do texto:
"Não há a menor possibilidade de contemporização com o estado, seu parlamento, sua justiça, seus partidos, seja qual for a coloração.
A isso, o anarquismo contrapõe a auto-organização social, com autogestão generalizada, que não é se fazer o que se bem entende, como alguns desbundados querem, mas organizar-se com outros anarquistas para substituição do capitalismo e do marxismo por uma sociedade sem poder.
Não há contradição entre anarquia e organização, mesmo porque anarquia não é bagunça.
Outro princípio fundamental de que não se pode abrir mão é o igualitarismo radical. Não somos como os comunistas soviéticos, chineses, cubanos ou albaneses, que acham que uma elite de membros do Partido Comunista tem o direito de usufruir dos bens sociais e administrá-los sozinha.
Na sociedade anárquica não há lugar para classes, castas ou instituições. O nível de vida material e intelectual deve ser o mesmo para todas as categorias profissionais, ou seja: tudo para todos, luxo para todos, a instauração da igualdade.
Não a igualdade babaca feita por Mao, na China, de todo mundo vestir o mesmo modelito, e ele, Mao, morar num palacete; ao povo, casebres".

criado por Jornalismo - FCS
10:52:49
As capas das edições de O Inimigo do Rei também refletiam todo sentimento dos grupos que o publicavam:
Humor, Ironia, Cinismo, Paixão, Rebeldia...
Em cada uma das capas podemos perceber que além de desejarem mostrar seu lado político, também estavam desejosos de irem além de uma estética tradicional na confecção de jornais. Neste caso, bem próximos de jornais que revolucionaram em termos de projeto gráfico, como O Pasquim, por exemplo.
Algumas capas (principalmente as produzidas pelo grupo de Salvador) foram tão audaciosas que criaram debates bastante acirrados, inclusive dentro do próprio conjunto de agrupamentos que publicavam e distribuiam o jornal, por todo o Brasil.
Drogas, Aborto e Sexo foram os temas de capas "preferidos" nas discussões, e conflitos.

criado por Jornalismo - FCS
19:37:05
As charges acima foram publicadas em edições diversas do jornal O Inimigo do Rei, e denotam algumas de suas lutas e idéias.
- Um anarquista colocando fogo em um livro que representa as leis.
- O Estado engolindo o Cidadão.
- A repressão militarista.
Na edição 19 do jornal faz-se a citação de um jornal anarquista italiano (Umanitá Nuova) para definir o que vem a ser um anarquista, e que vem corroborar as charges:
“O anarquista é por definição, o cidadão que não quer ser oprimido, mas que também não quer oprimir; não quer ser explorado, mas que também não quer explorar; que não quer ser iludido, mas que também não quer iludir os outros”.

criado por Jornalismo - FCS
12:03:35
Na entrevista Hilda mostra como conheceu o movimento anarquista nos anos 70, sua participação junto a militância marxista, e as diferenças entre aqueles dois movimentos. Além disso ela informa como teve contato com o jornal O Inimigo do Rei.

criado por Jornalismo - FCS
00:22:25
Conseguimos digitalizar 3 edições do jornal O Inimigo do Rei.
Ai vai o endereço onde colocamos todas as páginas digitalizadas para domínio público.
http://discovirtual.uol.com.br/disco_virtual/cjbb/O_Inimigo_do_Rei/
A senha de entrada é "inimigo".
Espero que gostem da experiência de ler (ou reler) um material "alternativo" depois de 30 anos de publicado.

criado por Jornalismo - FCS
16:03:30