O Inimigo do Rei

Este Blog é resultado de pesquisa para o TCC, desenvolvida pelos alunos Carlos Baqueiro e Eliene Nunes, ambos cursando Jornalismo na Faculdade da Cidade de Salvador (FCS). O objeto de pesquisa é o jornal O Inimigo do Rei.

O Inimigo do Rei

Este Blog é resultado de pesquisa para o TCC, desenvolvida pelos alunos Carlos Baqueiro e Eliene Nunes, ambos cursando Jornalismo na Faculdade da Cidade de Salvador (FCS). O objeto de pesquisa é o jornal O Inimigo do Rei.
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Terra Blog

Arquivo de: Maio 2007

29.05.07

Fora do AR até semana que vem !!!

categorias: Notícias

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Semana que vem recomeçamos a postar...

Um abraço,

                         os editores

26.05.07

Nem Preto. Nem Bicha: Maconheiro

categorias: Matérias

Matéria assinada por Káthia Regina Borges, na edição 7 do O Inimigo do Rei aborda tema não muito discutido nos jornais clássicos. As drogas, e o uso da maconha, em particular.

"Ainda se pode ler nos jornais da grande imprensa (principalmente) com uma pequena baixa de freqüência, manchetes do tipo: “ASSASSINO É PRESO PORTANDO MACONHA”; “DROGADO, ESTUPRA GAROTA DE 13 ANOS” ou coisa que o valha.

Ficando bem claro que maconheiro é sinônimo de ladrão, assassino, enfim, MARGINAL mesmo! Logo, tem de ser combatido policialescamente e discriminado socialmente. Incluindo-se, neste último caso, as minorias reprimidas existentes. Muito se tem dito, diagnosticado e até mesmo psicanalisado do indivíduo que toma droga (aqui, no caso, referindo-se exclusivamente ao maconheiro).

Para aquelas pessoas que corriqueiramente só lêem os jornais diários, sem base nem conhecimentos a respeito da droga, costumam conceituar o indivíduo que a usa da mesma forma antes mencionada, ou seja, MARGINAL mesmo! E quem assim não os enquadraria? Até eu! Já para aquelas pessoas que são dotadas de maiores conhecimentos, conhecimentos estes que, via de regra, são puramente médico-científicos, costumam diagnosticar o maconheiro da mesma forma que diagnosticaria um diabético ou um cardíaco, sem levar em conta fatores outros do tipo psíquico-sócio-cultural ou em muitos casos relegando-os ao segundo plano, pois estão preocupados (em sua maioria) exclusivamente com o quadro clínico do paciente.

E, por último, os psicólogos, psiquiatras e todos os “PSIS” existentes, que vêem no drogado (maconheiro) uma maneira irreal de solucionar problemas ou ter para si um mundo modelado de acordo com os seus ideais, isto é, alienação, incapacidade de atuar dentro da realidade. Isso sem querer mencionar aqui a visão freudiana de frustrações (por exemplo) que estão instaladas na infância e teriam como causa a procura de uma maneira menos dura para enfrentar o presente, na qual baseiam-se muitos psicólogos para a explicação da droga, principalmente por parte dos adolescentes.

Em síntese, tem-se o drogado como um indivíduo que, desviando-se dos padrões de moral, conduta, normalidade etc., da sociedade, não é ou não está apto para exercer qualquer atividade com a mesma potencialidade e direito que um outro indivíduo “normal” (o famoso CARETA).

Pergunto eu, a esses entendidos (o termo aqui está sendo empregado como sinônimo de conhecedor em determinado assunto e não como costuma ser usado pela outra minoria – os homossexuais), onde enquadrar aqueles maconheiros que possuem, uma atividade político-sócio-cultural normal, dentro do ponto de vista de normalidade social, ou seja, enfrentam filas de ônibus, engarrafamentos, crises econômicas e política, enfim, estudam, trabalham, trepam, etc., como um “careta” qualquer? Serão estas pessoas marginais, doentes ou alienados? Se realmente o são, então toda sociedade também o é
".

24.05.07

O Bobo da Corte

categorias: Matérias

Na contra-capa da edição 07, de setembro de 79, o Bobo da Corte ataca de novo, com sua irreverência.

Dessa vez as vítimas são o imperialismo Yanki, o "Polvo", e o cachorro para governador...

Em um dos quadros um dos polvos pergunta, em um cenário típico da seca nordestina:

- Tô ouvindo falá que o governo agora vai olhá prá nós, né ?

Enquanto o outro responde:

- É... Uma comitiva vem aqui... Olha e Volta !!

22.05.07

Aborto: um ponto de vista anarquista

categorias: Matérias

 

19.05.07

Charges e Ironia no O Inimigo do Rei

categorias: Matérias

 

Em boa parte dos exemplares, talvez em todos eles, os produtores do jornal se utilizavam de charges para tratar dos diversos assuntos a que se propunham criticar com relação a sociedade que os cercava.

O Voto e as Eleições eram alguns dos assuntos prediletos nos textos, e também nas charges.

Aqui neste post de hoje trazemos dois grandes exemplos de humor dentro de desenhos. Humor que muita gente de esquerda e de direita não admirava muito. Talvez porque o riso seja revolucionário demais para seus gostos.

   

Acompanhando estas charges estavam textos e mais textos com o mesmo tema. Em um deles, publicado na edição de número 21,  de Outubro de 1987, um militante anarquista de Brasília escreve:

"Nós, anarquistas ou libertários, por uma coerência de ideal, devemos aproveitar as próximas eleições para encabeçarmos uma campanha a nível nacional do voto nulo. Através dos coletivos de cada cidade ou mesmo individualmente, propagar nossos ideais aproveitando o descontentamento popular evidenciado de forma efusiva nas últimas eleições. Sabemos que a postura mais condizente com a nossa proposta seria a abstenção ao voto, mas como somos obrigados arbitrariamente a praticar este ato inútil, o voto nulo, se consciente, pode ter o mesmo efeito. Estes podem ser os primeiros passos para chegarmos a uma sociedade autogestionária, em que cada um represente a si mesmo".